Mesmo com a festa ameaçada pela pandemia do novo coronavírus, entidade mantém o foco para assegurar o desfile no Porto Seco.
Por: Gerson Brisolara/ Jornalista
A pandemia do novo coronavírus, que põe em risco a realização do carnaval em 2021, a escolha de uma nova produtora para partilhar a gestão dos desfiles e a solução dos problemas de organização do último carnaval estiveram entre os principais assuntos discorridos em coletiva de imprensa transmitida pela internet, realizada nesta quarta-feira(15), pela direção da União das Entidades Carnavalescas do Grupo de Acesso de Porto Alegre-UECGAPA.
Segundo o presidente da UECGAPA, Marcos Vinício Barbosa Pires, o Kinho, as escolas de samba seguem com o planejamento para os desfiles. No entanto, o dirigente admite que o novo coronavírus pode suspender ou adiar a realização do evento. “Independentemente do que possa acontecer, temos que estar com o carnaval de 2021” preparado, afirma.
O engenheiro e diretor de carnaval da UECGAPA, Valdinei Nascimento, explica que o um desfile de carnaval exige planejamento com bastante antecedência. O foco da direção está em elaborar um planejamento com antecedência e assegurar o desfile no Complexo Cultural do Porto Seco. No entanto, ele alerta que, “se não houver vacina, a realização do carnaval fica inviável”.
Série Ouro com 9 escolas em 2021

A Série Ouro do carnaval de Porto Alegre terá nove escolas de samba em 2021. A União da Vila do IAPI, que teria sido rebaixada para a Série Prata no desfile de 2020, permanecerá na categoria principal.
A decisão foi divulgada oficialmente pela UECGAPA durante a coletiva. Uma comissão formada por 10 presidentes em reunião realizada pela entidade decidiu pela permanência da tricolor da zona norte. Com isso, a Vila do IAPI, que havia obtido a oitava e última colocação na classificação da Série Ouro, passou para o quinto lugar.
O rebaixamento da agremiação era resultado da penalização que ela sofreu por ter atrasado o início do seu desfile e, por consequência, das escolas que desfilaram depois.
Fim da parceria com a Bah
Perguntado sobre como está a relação da entidade com a produtora Bah Entretenimento, Kinho anunciou que, em comum acordo com o conselho de presidentes, a UECGAPA definiu por encerrar o contrato com a produtora, assinado inicialmente para três anos. “Tínhamos a prerrogativa de rescindir a parceria com a Bah caso o segmento do carnaval não se sentisse plenamente atendido dentro daquilo que consideramos satisfatório na produção dos desfiles de 2020”, explicou. A recisão não acarretará em pagamento de multa.
Valdinei Nascimento explicou que uma nova produtora deverá ser escolhida por meio de edital para partilhar com a UECGAPA a execução do próximo carnaval. “Não vamos ficar refém de nenhuma produtora”, frisou. Segundo o dirigente, já há quatro empresas interessadas em assumir a produção do carnaval 2021.
Série Bronze

O carnaval da Série Bronze, que inicialmente estava previsto para ter os desfiles na Orla do Guaíba em 2020, – e por força do contrato com a produtora Bah, aconteceu no Porto Seco – também será repensado para 2021.
De acordo com os dirigentes da UECGAPA, serão apresentadas propostas às escolas de samba do Bronze para que as agremiações possam escolher o que será mais viável: desfilar novamente no Porto Seco novamente ou ir para a Orla.
“Não há divisão no carnaval”, asseguram dirigentes
Com discurso conciliatório e de união, o presidente Kinho assegurou que não há nenhum tipo de divisão entre as entidades carnavalescas e que também não há a hipótese de acontecer dois carnavais. “A única entidade legalmente constituída e regulamentada para gerir o carnaval de Porto Alegre é a UECGAPA”, afirmou. “Mas cada escola está livre para participar ou não”.
Quanto ao ingresso de escolas da Série Ouro à entidade que, originalmente, surgiu para organizar os desfiles dos grupos de Acesso (Prata e Bronze) e tribos carnavalescas, Kinho afirmou que as escolas que ingressaram (Império da Zona Norte, Estado Maior da Restinga, Fidalgos e Aristocratas e União da Vila do IAPI) chegaram por vontade própria.
“A UECGAPA não foi atrás de nenhuma agremiação e não convenceu ninguém a estar nos nossos quadros”, alegou.
A coletiva de imprensa foi realizada com a parceria da Rádio Reação FM, mediada pela Jornalista Fátima R Oliveira e contou com perguntas dez profissionais.








