Desde meados de 1970, quando foi fundada a AECPARS, por Alceu Soares de Lima, Julio Soares e Hemelterio Barros, Macalé e outros estamos procurando.
O tempo foi passando, da antiga sede dos Tapuias, na Silva Só, na Galeria Monza, na Ipiranga, no Porto Seco, todos primavam por ela, mas a história nunca foi assim, sempre houveram diversos movimentos nas suas devidas épocas.

Comecou com o Macalé na Galeria Monza, que dizia: “Eu defendo meus neguinho”, passou por Mutti e a união prevalecia quando havia o fator compensatório para maioria. Até mesmo para barrar o Presidente Betinho que exercia liderança e não aceitava qualquer coisa, era uma época complicada, haviam muitos embates Betinho X Ribeiro. Ribeiro era mais politico, conseguia contornar fazer prevalescer seus interesses. A união também não havia, não pensava-se em todos, mas sim no resultado. Mutti até tentava, pois também político tinha mais condições de barganha que os outros, mas a falta de conhecimento e experiência cultural não dava a possibilidade de verem o carnaval como um negócio.
Aí veio a era de Jorge Sodré empresário, carnavalesco, também teve dificuldade de implantar suas idéias, nesse meio tempo encerrava-se a era Betinho, inicio da resistência do samba, Kilombo Cultural, que nunca uniu, até porque não somos da mesma tribo, cada um pensando no seu quadrado. Tivemos ainda a passagem relâmpago do Vitor Hugo e Danilo DM2. Então veio o Presidente Urso, que tentou de todas as formas dar apoio para aqueles que tivessem uma bandeira, fazer um espetáculo cultural carregado de histórias. Cinco anos após surge a LIESPA e entra Juarez Gutierres, sentimos que a união tem cor, negros não aceitam comando de branco, que na maioria das vezes sempre houve, resultado de tudo isso, hoje em 2020 possuimos quatro ligas, vinte e cinco escolas de samba filiadas a uma e não a outras, as escolas espalhadas, poder público ausente, a nova geração de presidentes não sabendo como lidar, e os antigos retornando para tentar “ arrumar a casa”. Então união para o que, afinal de contas, carnaval é cultura, escola de samba é dinheiro e se esse não existe, não há união, então o que falta para termos isso? Um grande líder.
Gustavo Giro (Girozinho) /Carnavalesco








