A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta segunda-feira, 21 de julho, a condução de um ensaio clínico no país que estudará duas vacinas para covid-19 desenvolvidas pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech. As vacinas em estudo — BNT162b1 e BNT162b2 — são baseadas em ácido ribonucleico (RNA), que codifica um antígeno específico do vírus Sars-CoV-2. O RNA é traduzido pelo organismo humano em proteínas que irão então induzir uma resposta imunológica, conforme a agência.
O estudo prevê a inclusão de cerca de 29 mil voluntários, sendo mil no Brasil, distribuídos nos estados de São Paulo e Bahia. O recrutamento dos voluntários é de responsabilidade dos centros que conduzem a pesquisa, de acordo com informações da Anvisa.
Na véspera, a Pfizer e a BioNTech haviam relatado dados adicionais de sua vacina experimental contra o coronavírus, que mostraram ser segura e induziu resposta imunológica nos pacientes. Os resultados se referiam a um teste feito na Alemanha com 60 voluntários saudáveis e foram divulgados após as companhias anunciarem neste mês dados de um teste em estágio inicial correspondente feito nos Estados Unidos. Este é o terceiro estudo de vacina contra o novo coronavírus autorizado pela Anvisa no Brasil.
No dia 2 de junho, a agência havia autorizado o ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, para prevenir a covid-19, e no dia 3 de julho foi aprovado o teste da vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. Segundo a agência, o ensaio clínico aprovado nesta terça é para um estudo de fases 1, 2 e 3 que vai avaliar a eficácia das vacinas candidatas de RNA de Sars-CoV-2 contra covid-19 em adultos. O ensaio clínico é composto por três estágios e o Brasil participará do estágio 3, que corresponde à fase 2/3 do estudo.








