Faz tempo que a Fátima Oliveira me convidou para escrever uma coluna. Na época não aceitei pois não me sentia preparada e capaz para assumir tal responsabilidade.
Outro convite surgiu e desta vez não hesitei em aceitar, pois tenho muitas histórias de carnaval para compartilhar com vocês. Então, bora escrever a primeira parte.
Sempre gostei muito de carnaval e não perdia os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. Ficava em frente a televisão encantada com as fantasias, com os carros alegóricos, com a alegria dos componentes, com as rainhas que desfilavam a frente do coração da escola que é a bateria, mas naquela época não tinha a menor ideia de que um dia desfilaria na Marquês de Sapucaí.

Em 1986 me tornei a primeiranegra eleita como Miss Brasil. O concurso me deu muita visibilidade. Viajei quase todo o Brasil por conta do título. No ano seguinte, portanto em 1987, fui convidada para ser destaque de ala na Beija Flor de Nilópolis, juntamente com Maria Zilda e Miele. Naquele ano a escola veio com o enredo As Magicas Luzes da Ribalta e lembro-me que usei uma fantasia de Carmen Miranda.
Uma coisa me chamou muita atenção. Quando cheguei na concentração, jurava que a escola não conseguiria entrar na avenida. Os componentes das alas estavam misturados e eu não conseguia entender como a escola entraria na avenida daquele jeito. Em poucos minutos, as pessoas foram para as suas alas, os destaques estavam em seus lugares e como num passe de magica a escola estava pronta para desfilar. Confesso que fiquei muito impressionada.
Na próxima coluna continuarei com esta história. Espero que estejam gostando.
Deise Nunes – Miss Brasil 1986 e diretora da Deise Nunes Escola de Modelos.








