No domingo, 18 de outubro, a União da Vila do IAPI oportunizou ao seus admiradores e simpatizantes um Live que seguiu a risca todos os protocolos de seguranças obrigatórios contra a COVID 19.
Com apresentação de Nelson Primeiro e Ana Paula Gonçalves a mesma foi apresentada por estações e em meio a tantos depoimentos emocionados e sambas que marcaram a história da agremiação, convidados especiais que por alguns carnavais foram as vozes oficiais de carnavais da Vila fizeram brilhantes apresentações, Zinho Melodia, Sadrinho Gessé e Renan Ludwig fizeram um show a parte.
Muitas novidades foram divulgadas durante o evento on line, realizado no Barracão da escola no Porto Seco, dentre elas a apresentação oficial dos novos defensores do Pavilhão da Tricolor da Zona Norte. Trata-se de Lauren Minuto, uma das mais jovens Porta-bandeira da atualidade e de Evandro Ferraz, experiente Mestre-sala, que teve passagem pela escola e volta a embarcar no Trem da Vila.
Segundo a Presidente Tatiane Farias, que está confiante no trabalho que será realizado, o casal apresentado, será um dos melhores casais do Carnaval de Porto Alegre.

Outra novidade foi o anúncio de Lu Astral e Vilsinho Astral, que assumem o primeiro microfone ao lado de Borrachinha, que segue firme e forte na condução da locomotiva da alegria, agora junto aos seus novos parceiros, participaram ainda os Intérpretes Zinho Melodia, Márcio Medina, Maurileia e Renan Ludwig.
Para o Carnaval de 2021 o Trem da Vila trará para a avenida um tema que promete envolver e encantar seus integrantes e apaixonados e de forma muito coerente e emocionante contará a História de Príncipe Custódio.
O Carnaval Enfoco deseja sucesso a agremiação e que seja uma Carnaval que marque mais uma vez a história do Trem da Alegria.
Confira na Íntegra como se dará o tema na avenida e já comece a imaginar como a União da Vila desfilará na próxima Folia de Momo e o que está na página ofcial da escola:
TEMA ENREDO
“SOMOS DESCENDENTES DE REIS, A NOBREZA EU MOSTRAREI E QUE PAI BARÁ ABRA NOSSOS CAMINHOS!” – Príncipe Custódio é o Enredo da União da Vila do IAPI para o próximo Carnaval

Com o título: “Na Locomotiva da Cultura Popular, o Príncipe Nego de Ajudá é Força, Raiz e Fé – IAPI, Batuque, Axé!” O enredo contará detalhadamente a história de Custódio Joaquim de Almeida, o príncipe negro acolhido pela elite gaúcha que, há pouco mais de um século, consolidou a religião africana no Rio Grande do Sul.
Príncipe Custódio, veio de Benin, na África, a saída de sua terra natal deu-se por questões de disputas locais, e pela conquista inglesa das terras da região. Em troca de seu exílio, lhe foi fornecido um pagamento mensal por parte do governo inglês. No Brasil teve breve passagem por solo Carioca e Baiano, onde em um jogo de búzios foi orientado a vir para o Rio Grande do Sul. Já em solo gaúcho, Custódio morou primeiro na cidade de Rio Grande, mudando posteriormente para a cidade de Bagé. Na localidade fundou centros de religião africana, tornando-se famoso pelo tratamento dos mais diversos problemas de saúde a partir de ervas. Na cidade, conheceu Júlio de Castilhos, que passou a tratar de uma enfermidade. A pedido do mesmo mudou-se para a capital Porto Alegre, passando a residir em um casarão no Bairro Cidade Baixa. Sendo assim, eram realizados em sua residência, principalmente durante as comemorações de seus aniversários, grandiosos banquetes, com festejos que poderiam durar até três dias. Nessas celebrações havia o consumo de requintadas comidas e de licores e vinhos importados, fazendo-se presentes pessoas de diferentes segmentos sociais, com destaque à presença de políticos locais, entre eles o então governador do estado Borges de Medeiros. Fato que se justificava pelo prestígio que o príncipe possuía entre as camadas populares e que muito interessava aos anseios eleitorais dos políticos da época.
No terreno de sua residência Custódio realizava seus atendimentos e as cerimônias do culto aos Orixás, fato comum entre os praticantes dos ritos de origem africana. Devido à perseguição que os praticantes sofriam, tais celebrações ocorriam principalmente nos domicílios dos líderes religiosos, e não em lugares públicos. Assim, a moradia tornava-se um local sagrado, destinado não apenas à habitação do babalorixá, mas sim como lugar de guarda e perpetuação do axé, fato comum até os dias atuais.
O Príncipe foi o responsável por assentamentos como o Bará do Mercado Público, no centro de Porto Alegre e entre outros. Prontos para embarcar conosco nessa linda história? O trem da Vila vai te levar!








