Crianças, que todas sejam amadas, respeitadas e protegidas, diz o Estado Maior da Restinga
Ser criança é poder estudar, brincar, receber amor e proteção familiar;
Ser criança não é assumir questões financeiras precoces;
Ser criança é ter direito à educação, saúde, alimentação e, fundamentalmente, direito à vida;
Ser criança é estar livre do trabalho infantil;
Ser criança é correr, pular, cantar, dançar;
Ser criança é um momento mágico da existência de qualquer ser humano;
É um período em que o indivíduo floresce afetivamente, social e fisicamente. O imaginário e as fantasias são intensas;
Ser criança é ter sonhos no coração e acreditar que todos eles serão possíveis;
É fazer do imaginário a sua realidade, brincar com bonecos como se eles tivessem vida, pular e correr, como se fosse dotado dos poderes dos seus heróis preferidos;
Ser criança é achar que o mundo é feito de fantasias.Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa, cheio de pipocas.
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é sorrir e fazer sorrir.
Ser criança é chorar sem saber porquê.
Ser criança é se esconder para nos preocupar.
Ser criança é pedir com os olhos.
Ser criança é derramar lágrima para nos sensibilizar.
Ser criança é isso e muito mais.
É nos ensinar que a vida, apesar de difícil, pode tornar-se fácil com um simples sorriso.
É nos ensinar que criança só quer carinho e afeto.
É nos ensinar que, para sermos felizes, basta apenas olharmos para uma criança.
Não há alegria igual e tão genuína como aquela que mora no olhar dos pequenos, seus únicos medos, deveriam ser o escuro e as feras dos desenhos.
No entanto, a realidade nos remete, também às mazelas sociais que afetam o ser criança, deturpando o conceito lúdico.
Crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade social, vivem negativamente as consequências das desigualdades, da pobreza e da exclusão social, da falta de vínculos afetivos. Sem acesso à educação, lazer, saúde, alimentação, à recursos materiais mínimos para a sobrevivência, ou seja totalmente desamparada pela sociedade em geral.
Assim, neste cenário de valorização e garantia do ser criança, da infância plena, é que fazemos uma leitura lúdica da criança.
A Estado Maior da Restinga, tem sua identidade fortemente ligada ao aprendizado. Suas ações sociais e de formação na cultura popular para suas crianças e jovens, são sementes que germinam garantindo seu futuro.
Assim, de maneira alegre e colorida, trazemos em 2024 o universo infantil, a partir das peculiaridades históricas e contemporâneas da atenção às crianças.
Infância num contexto lúdico, é descrito por processos de proteção, felicidades e alegrias.
Reflexão em relação à direitos, construção de ideias e respeito ao ser criança, em meio a tantos problemas sociais, é fundamental para garantia da infância plena.
Toda criança merece ter uma vida saudável, educação, família, cultura, afeto e lazer, como também o mais importante, direito à vida.
É neste contexto de reforçar o lado lúdico da criança que, pedimos a benção de Nossa Senhora, a Cosme e Damião e aos Eres divinos, para que todos os dias sejam dias de criança feliz.
Queremos brincar, sonhar, comer frutas e guloseimas e depois ouvir cantigas de ninar, queremos afagos de mãe, carinho de pai.
Queremos que acabem os malabarismos em sinaleiras, o medo das noites ao relento e que nossa sede e fome sejam saciadas.
Queremos folhas brancas para colorir nossos dias, aquarelar nossas flores e borboletas, aprender a contar histórias, cantar cantigas de ciranda.
Queremos brincar, pular amarelinha, ser super herói, ser rei, princesa e rainha.
Somos filhos da mãe natureza, queremos cuidar dos animais.
Ser acolhidos, crescer com o espirito infantil, pintar com as cores do Arco Iris a esperança, ter um lar.
Não queremos sentir medo da escuridão, nem do Bicho Papão
Queremos aprender o a, b, c, ser professores, doutores, ter a proteção do anjo da guarda, ser respeitados e amados
Vamos Brincar?
Queremos ser criança.









