WILSON NEY DEIXA UM LEGADO ETERNO PARA O CARNAVAL DO RIO GRANDE DO SUL
LUTO | HOMENAGEM
O Brasil e o Rio Grande do Sul se despedem de Wilson Ney, um dos maiores compositores da história da música e do Carnaval gaúcho.
Aos 79 anos, o poeta deixa uma obra que atravessa gerações e permanece viva nas quadras, nos desfiles e na memória dos sambistas. Ligado especialmente à Imperadores do Samba, eternizou clássicos como “Convite ao Povo (Povo Meu)”, além de obras que ajudaram a construir a identidade do samba em Porto Alegre, como “Dou a Fantasia”, samba de quadra da Acadêmicos da Orgia.
Entre suas composições estão verdadeiras referências do carnaval, como:
- “Apoteose Histórica do Mundo Literário de Jorge Amado” (Imperadores/1975)
- “Festa no Gantois” (Ac. Orgia/1978)
- “Oxumarê, Oferenda de Amor a Obatalá” (Imperadores/1979)
- “Hoje o Astro Sou Eu” (Ac. Orgia/1981)
- “Jamais Pensei que Fosse Assim, Agora Eu Sei” (Beija-Flor do Sul/1981),
- “Cassino da Urca” (Estado Maior da Restinga/1982, com Jorge Carioca e Humberto C. Goularte)
- “Carnaval, Alegria do Povo” (Restinga/1983).
- “Num Amanhecer de Carnaval Alegria e Festa no Jubileu de Prata” (Imperadores/1984).
Fora da avenida, conquistou espaço na música brasileira com sucessos como “Fogo de Palha”, “Mãe Marina” e “Recomeçar”, gravados por grandes intérpretes, entre eles, Neguinho da Beija-Flor, Dominguinhos do Estácio, Elza Soares e Roberto Ribeiro.
Diretor de harmonia musical em diversas escolas de samba de Porto Alegre, Wilson Ney parte deixando uma contribuição permanente para a cultura popular brasileira.
📷: Gerson Brisolara | Arquivo
#carnavalgaúcho
#wilsonney
#samba
#portoalegre
#carnavalenfoco








